O Cristo Rei, um dos principais pontos turísticos de Cajazeiras, na Paraíba, completou 87 anos cercado por uma polêmica que afeta a paisagem urbana e a percepção do monumento. Moradores da região expressam descontentamento com a grande quantidade de antenas de transmissão instaladas nas proximidades, que dificultam a visualização da estátua.
Em reportagem veiculada no Link Diário, o repórter Ricardo Soares conversou com residentes sobre a chamada "poluição visual" que, segundo eles, "sufoca" o monumento. Além das torres metálicas, a presença de mato alto em algumas áreas do morro também é motivo de preocupação.
Rogério André do Nascimento, agricultor e morador local, manifestou sua insatisfação com a situação. Ele afirmou que a presença das antenas é incômoda e que a comunidade sofre com as consequências, que, segundo ele, impactam até a saúde dos residentes.
Era para ter retirado elas faz muito tempo — disse.
Outro morador, Bosco Cornélio, aposentado, compartilhou a mesma opinião, ressaltando que o monumento está desvalorizado em comparação a outras cidades. Ele acredita que uma intervenção para revitalizar a área é necessária e afirmou: "Por mim era para retirar".
Tereza de Souza, dona de casa que vive no bairro há mais de 40 anos, também se mostrou preocupada com a falta de preservação do espaço. Ela defendeu que o morro do Cristo Rei deveria ser um local voltado para a fé, livre das interferências visuais das torres.
A comunidade de Cajazeiras aguarda que as autoridades competentes tomem medidas para equilibrar a necessidade de infraestrutura tecnológica com a preservação do patrimônio histórico e cultural que o Cristo Rei representa. A estátua foi doada por Silvino Bandeira de Melo e inaugurada em 15 de junho de 1939.
Fonte: Diariodosertao