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Mísseis iranianos atingem Israel após trégua anunciada por Trump

Israel foi alvo de mísseis iranianos logo após o presidente Donald Trump anunciar um adiamento de duas semanas em uma ofensiva contra o Irã, que aceitou um cessar-fogo.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

As Forças de Defesa de Israel relataram que o país foi atacado por mísseis lançados do Irã, poucos minutos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão de bombardeios contra o Irã por um período de duas semanas. O comunicado foi feito através do Telegram, onde as forças israelenses informaram sobre a ativação de sistemas de defesa para interceptar a ameaça.

Trump descreveu a suspensão dos ataques como parte de um 'cessar-fogo bilateral', após receber uma proposta de paz de Teerã, considerada 'viável'. Antes desse anúncio, o presidente americano havia estabelecido um prazo para que o Irã concordasse em reabrir o Estreito de Ormuz, sob a ameaça de destruir infraestruturas estratégicas do regime iraniano.

Após a declaração de Trump, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou o cessar-fogo e anunciou que as negociações para um acordo de paz teriam início no Paquistão em 10 de abril. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz seria permitida durante esse período, sob controle das forças militares iranianas.

Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, o Irã havia restringido o tráfego no Estreito de Ormuz, que é crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo e gás mundial, permitindo apenas embarcações de países aliados. Essa situação contribuiu para o aumento nos preços da energia.

Cerca de 20 minutos após o alerta sobre o ataque, as forças israelenses liberaram os moradores dos abrigos onde haviam sido orientados a se proteger. Correspondentes da agência AFP relataram explosões em Jerusalém e em Jericó, na Cisjordânia ocupada.

Em resposta às ameaças de Trump, o Irã criticou a posição americana, com um representante de Teerã na ONU chamando as declarações de 'incitação ao genocídio'.

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