As celebrações da Páscoa no local mais sagrado do cristianismo ocorrerão a portas fechadas, conforme anunciado pelo patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa. A decisão foi tomada após a polícia israelense impedir seu acesso à Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Ramos, gerando condenação internacional.
No último dia 29, as forças policiais alegaram motivos de segurança para barrar o cardeal. As restrições foram impostas em razão do conflito com o Irã. Após as críticas, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o patriarca teria 'acesso completo e imediato' à igreja.
O Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, é um período significativo para os cristãos, celebrando os últimos dias de Jesus Cristo antes de sua crucificação e ressurreição. Pizzaballa informou que a liturgia será realizada internamente, com a presença de uma comunidade local e algumas outras pessoas, e que a igreja tentará transmitir as celebrações ao vivo.
A Igreja do Santo Sepulcro é tradicionalmente reconhecida como o local da crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus. Pizzaballa mencionou que, apesar de 'alguns mal-entendidos' com a polícia, a atuação dos agentes foi 'muito respeitosa' e um diálogo foi estabelecido para resolver a situação.
O custódio da Terra Santa, padre Francesco Ielpo, também foi impedido de entrar na igreja e descreveu o incidente como um 'episódio doloroso' para os cristãos. Ele ressaltou a importância de garantir a liberdade de culto para todas as religiões e a necessidade de diálogo e cooperação com as autoridades.
As restrições policiais impactaram as celebrações da Páscoa, Ramadã e Pessach, com locais sagrados como a Mesquita de Al-Aqsa e o Muro das Lamentações apresentando baixa presença de fiéis. O gabinete de Netanyahu declarou que não houve intenção maliciosa nas ações da polícia, apenas preocupações com a segurança de Pizzaballa.
Moradores e autoridades religiosas afirmaram que as restrições não foram aplicadas de maneira uniforme, observando que pregadores muçulmanos conseguiram acessar a Mesquita de Al-Aqsa durante o Ramadã. No domingo, frades franciscanos e fiéis puderam entrar em outro santuário próximo ao Santo Sepulcro para celebrar o Domingo de Ramos.