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Ministros do G7 se reúnem para discutir crise energética e investimentos

Ministros das Finanças do G7 se reuniram em Paris para discutir a crise energética provocada pela guerra no Irã e buscar soluções para a economia global. O Brasil foi convidado a participar das discussões.
Foto: g7

Em meio a uma crise de confiança entre aliados, os ministros das Finanças do G7 concluíram, em Paris, dois dias de reuniões preparatórias para a cúpula do grupo, marcada para 2026. A guerra no Irã e seus impactos nos preços do petróleo foram temas centrais, com o objetivo de evitar uma nova crise econômica global.

Além dos ministros e presidentes de bancos centrais do G7, que inclui França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá, Japão e Estados Unidos, o Brasil foi um dos quatro países convidados a participar. Três monarquias do Golfo também se juntaram ao evento para discutir a crise gerada pela guerra no Oriente Médio e o desbloqueio do estreito de Ormuz, vital para o transporte de hidrocarbonetos.

Desde o início das hostilidades entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, o tráfego de navios petroleiros na região foi severamente afetado. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento global reduzido e uma inflação mais alta em 2026, o que gerou uma onda de vendas de títulos do governo e aumento nas taxas de juros.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou sobre a necessidade de evitar medidas que possam agravar a inflação. Para mitigar a alta dos preços do petróleo, os Estados Unidos suspenderam as sanções ao petróleo russo, uma decisão que gerou descontentamento entre os aliados europeus.

O ministro francês da Economia, Roland Lescure, destacou a importância das discussões, afirmando que, apesar das divergências, os participantes foram capazes de dialogar sobre questões críticas, como os desequilíbrios econômicos globais. Ele mencionou que o mundo está dividido em três regiões, cada uma enfrentando seus próprios desafios.

O G7, que representa apenas 30% do PIB mundial atualmente, busca incluir potências emergentes nas discussões para equilibrar o grupo. O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, aproveitou a oportunidade para atrair investimentos estrangeiros, destacando a estabilidade econômica do Brasil e suas reservas de minerais críticos.

Durigan também mencionou a recente aprovação de um novo marco regulatório para terras raras e minerais críticos no Brasil, que pode impulsionar investimentos em setores estratégicos. Ele enfatizou a importância de garantir segurança jurídica para atrair investidores.

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