A ministra Carmen Lúcia, durante uma palestra, abordou sua experiência no Supremo Tribunal Federal, enfatizando sua identidade e a ética que guia suas decisões. O evento foi promovido pela Fundação Henrique Cardoso.
Carmen Lúcia afirmou:
Eu não mudei e não vou mudar o Supremo, mas continuo sendo quem a minha mãe e meu pai criaram.
Ela destacou que suas falas refletem sua posição como servidora pública, ressaltando que o presidente do Supremo é quem se pronuncia em nome da Corte.
A ministra compartilhou uma experiência pessoal ao mencionar que já votou contra seu pai em um julgamento, explicando que sua decisão foi baseada na Constituição e não em laços familiares.
Isso não tem nada a ver com amor nem desamor — disse ela, citando a conversa que teve com ele sobre a necessidade de cumprir seu dever como juíza.
Carmen Lúcia também comentou sobre a pressão enfrentada pelos juízes, mencionando a quantidade de processos sob sua relatoria, que atualmente soma 1.056. Ela recordou que, ao assumir, recebeu 17.100 processos e que o Supremo lidava com mais de 100 mil casos na época.
A ministra expressou preocupação com a avalanche de pedidos que recebe, afirmando que, em uma única noite, verificou 183 solicitações de audiência de advogados.
Às vezes o que se exige da gente é um pequeno milagre a cada dia
, refletiu, destacando os desafios emocionais da função.