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Milei e Trump: Aliança para o Rearmamento da Argentina

O apoio de Donald Trump à reeleição de Javier Milei em 2027 inclui um projeto de rearmamento militar da Argentina, que enfrenta uma grave crise econômica e baixa aprovação.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O apoio de Donald Trump à candidatura de Javier Milei à presidência da Argentina em 2027 vai além de uma simples retórica sobre as ilhas Malvinas. O ex-presidente dos EUA tem desempenhado um papel crucial no plano de Milei de rearmar as Forças Armadas argentinas, que enfrentam décadas de desinvestimento e descrédito.

A Argentina está atualmente em meio a uma corrida armamentista, adquirindo desde caças até blindados e helicópteros. Contudo, a falta de rivalidades regionais claras levanta questões sobre a necessidade desse rearmamento, especialmente considerando os discursos de Milei contra Lula e em apoio a Flávio Bolsonaro.

Com uma desaprovação de 58% segundo pesquisa de agosto, Milei recebeu apoio de Trump para revisar a posição americana sobre a soberania britânica nas Malvinas, um tema que mobiliza a população argentina. A guerra de 1982 ainda é um trauma nacional, e Milei tem intensificado suas reivindicações, incluindo propostas de novas bases navais.

Trump, por sua vez, utiliza a questão das Malvinas para pressionar o Reino Unido a aumentar seus gastos com defesa. A Argentina já iniciou um processo de rearmamento, destacando a compra de 24 caças F-16 usados da Dinamarca, além de um pacote de armamentos e sistemas de apoio dos EUA que pode chegar a US$ 940 milhões.

Apesar de não tornar a Argentina uma potência militar, a aquisição de caças representa um avanço, já que o país não contava com uma Força Aérea operacional. O rearmamento inclui também a compra de blindados Stryker e helicópteros Black Hawk, embora a viabilidade financeira dessas aquisições seja questionada em meio à crise econômica.

Historicamente, o gasto militar argentino tem sido baixo, com apenas 0,5% do PIB destinado à defesa em 2025. A comparação com o Brasil, que gasta o dobro proporcionalmente, evidencia a defasagem das Forças Armadas argentinas. Enquanto isso, a Marinha enfrenta dificuldades, com apenas três fragatas e dois submarinos inativos.

Milei incluiu no orçamento de 2027 a autorização para a compra de mais fragatas e submarinos, com a possibilidade de parceria com a França. No entanto, a concretização desses planos depende da disponibilidade de recursos financeiros, algo que Trump já demonstrou apoiar anteriormente com um pacote de ajuda de US$ 20 bilhões.

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