O mercado de transferências de jogadores no futebol mundial alcançou a marca de US$ 9,89 bilhões (R$ 50,4 bilhões) na janela após a Copa do Mundo, conforme relatório da Fifa divulgado nesta quinta-feira. Este valor representa um recorde, 1,5% superior ao mesmo período de 2025, e foi gerado por meio da negociação de 11.968 jogadores, com 607 transferências ainda pendentes.
A Europa, com seus clubes mais ricos, é o principal responsável por esses números expressivos, especialmente durante a janela de transferência de meio de ano. A transferência mais cara foi entre dois clubes ingleses, com o Chelsea vendendo o volante argentino Enzo Fernández para o Manchester City por R$ 871,8 milhões.
O Brasil, por sua vez, negociou 525 jogadores para o exterior e trouxe 318, resultando em um superávit. O país arrecadou US$ 212 milhões (R$ 1,08 bilhão) e gastou US$ 127 milhões (R$ 648,5 milhões). No entanto, esses números estão abaixo do recorde de 2025, quando o Brasil arrecadou US$ 460 milhões (R$ 2,3 bilhões) em vendas.
Portugal foi o principal destino dos jogadores brasileiros, recebendo cerca de 20% das transferências, totalizando 117 atletas. Outros destinos incluem Tailândia (38), Malta (26), Japão e Emirados Árabes (19). Apesar de Portugal ser o maior receptor, os países que mais gastaram foram Itália, Ucrânia, Portugal e Estados Unidos.
Os clubes brasileiros também buscaram reforços, principalmente em Portugal, com 67 jogadores contratados. Outros países de origem dos reforços incluem Colômbia, Argentina, Espanha e Japão. Recentemente, o Flamengo contratou jogadores da Argentina e do Equador, enquanto o Vasco trouxe um atleta do futebol sérvio.
Fonte: Arenacorreio