Durante a Copa do Mundo, a presença de jogadores utilizando máscaras de proteção facial, como o zagueiro uruguaio Sebastián Cáceres, tem chamado a atenção. Cáceres, que se lesionou em maio, usa o acessório enquanto se recupera de uma fratura facial.
Essas máscaras não são exclusivas de Cáceres; diversos atletas têm adotado esse tipo de equipamento ao longo dos anos para voltar aos gramados após fraturas na face. Mas qual é a função dessas proteções?
De acordo com especialistas, as máscaras servem como uma proteção temporária para atletas que ainda estão em processo de recuperação de traumas faciais. O principal objetivo é minimizar o risco de novos impactos na área lesionada enquanto o osso cicatriza.
As máscaras são feitas sob medida para cada jogador, geralmente utilizando materiais leves e resistentes, como fibra de carbono. Isso garante que o desempenho do atleta não seja comprometido durante as partidas e treinos. O fisioterapeuta João Paulo, especializado em traumatologia e ortopedia, destaca que a função principal é desviar a pressão da área afetada.
Todas as máscaras têm a finalidade de mudar o foco de pressão para outras áreas da face, que não o foco da fratura
, explica. Assim, em caso de um impacto, a força não se concentra diretamente sobre o osso em recuperação, mas é distribuída para outras partes do rosto.
Esse tipo de proteção é mais comum em fraturas que atingem a região da maçã do rosto, mandíbula ou nariz. Ao oferecer uma barreira adicional, a máscara pode permitir que o atleta retorne aos treinos e jogos antes da completa consolidação do osso, desde que a lesão esteja estável e sob supervisão médica. Contudo, isso não significa que o jogador esteja totalmente seguro, já que um impacto mais forte ainda pode agravar a lesão ou causar uma nova fratura.
Portanto, o uso desse equipamento é geralmente recomendado apenas nas fases mais avançadas da recuperação.