A 16ª Semana da Luta Antimanicomial chegou ao fim com uma Marcha no Parque Solon de Lucena, em João Pessoa, no Dia Nacional da Luta. O evento, que teve como tema "Efetivar o Território como Espaço de Vida", reuniu usuários da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), profissionais de saúde, gestores e membros da sociedade civil.
Um dos cartazes exibidos durante a marcha, criado por um paciente de 64 anos da Unidade de Acolhimento Adulto (UAA), expressou o sentimento de transformação:
A minha vida agora é outra. Na Unidade, me sinto em casa. O que espero agora é conseguir a aposentadoria e, a partir disso, a minha casa também, pra viver sossegado
.
Jefferson Thales, coordenador geral da UAA, explicou que a unidade oferece moradia temporária e proteção a pessoas em tratamento para dependência de álcool e outras drogas, com foco na reinserção social e reabilitação. A UAA, que faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), completará dois anos em julho de 2027.
A gerente operacional de Atenção Psicossocial da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Iaciara Mendes, destacou a importância da Luta Antimanicomial como um movimento que questiona a exclusão e a segregação de pessoas com sofrimento psíquico, defendendo um modelo de cuidado baseado na liberdade e no respeito aos direitos humanos.
A Marcha contou com a participação de representantes dos Caps de diversas cidades, incluindo João Pessoa, Santa Rita, Bayeux, Itabaiana, Conde, Caaporã, Mataraca, Ingá e Pitimbu.
Fonte: Paraiba