Marcelo Paz foi desligado do cargo de diretor de futebol do Corinthians após uma reunião que ele mesmo agendou com o presidente Osmar Stabile. O encontro, realizado na noite de terça-feira, tinha como objetivo expor as insatisfações do executivo, mas resultou na decisão de encerrar sua passagem pelo clube.
Paz estava incomodado com a pressão das torcidas organizadas, que haviam solicitado sua saída em uma reunião anterior com Stabile. Além disso, os problemas financeiros do Corinthians, em um momento crítico do Brasileirão, também foram discutidos.
A presença de lideranças da Gaviões da Fiel em Brasília, ao lado do presidente, foi vista como um indicativo de que Stabile havia se alinhado com as demandas das torcidas. Para Paz, isso aumentou o desconforto, especialmente em um período já marcado por divergências sobre a gestão do futebol.
A pressão das torcidas não foi o único fator que levou à demissão. O relacionamento de Paz com a área financeira do clube também era tenso, com conflitos sobre prioridades de pagamentos e decisões de contratações.
A demissão pegou de surpresa o elenco e a comissão técnica, ocorrendo em um momento em que o centro de treinamento estava quase vazio. Espera-se que Paz retorne ao local para se despedir dos profissionais até o final da semana.
Thiago Ayres e Julio Manso, que chegaram ao Corinthians junto com Paz, permanecerão em seus cargos. Embora o clube tenha divulgado que a saída foi em comum acordo, fontes indicam que a decisão foi tomada pela diretoria.
Durante a reunião, Paz reiterou a necessidade de regularizar os pagamentos ao elenco, especialmente em um momento crítico de luta contra o rebaixamento. No entanto, o departamento financeiro do clube apontou que Paz frequentemente priorizava as necessidades do futebol em detrimento da saúde financeira do Corinthians.
As tentativas de contratação de jogadores, como o volante Alisson e o atacante Renê, também foram barradas devido à intervenção do departamento financeiro. Além disso, Paz enfrentou dificuldades para registrar novos reforços devido a transfer bans que afetaram o clube durante sua gestão.
Outro ponto de atrito foram as discussões sobre bonificações ao elenco na luta contra o rebaixamento. Enquanto concorrentes buscavam oferecer incentivos financeiros, o Corinthians enfrentava dificuldades para cumprir compromissos já assumidos com os jogadores.
A divergência na administração dos recursos, somada à pressão externa e aos conflitos com a área financeira, culminou na reunião que selou a saída de Marcelo Paz do Corinthians.
Fonte: Arenacorreio