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Mãe doa medula óssea para filha em tratamento médico em Natal

Mãe doa medula óssea para filha em tratamento no Hospital Rio Grande, Natal, pelo SUS. Procedimento emociona família da Paraíba.
Foto: ClickPicuí - Informação com Credibilidade

Uma mãe fez uma doação de medula óssea para sua filha de 24 anos, que está em tratamento de saúde em um hospital privado de Natal, Rio Grande do Norte. O procedimento foi realizado no Hospital Rio Grande, na Zona Leste da capital, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

A família é originária da Paraíba. A mãe, Dayane Duarte, é vereadora na cidade de Arara, enquanto a filha, Sabrina Duarte, concluiu sua formação em odontologia no final do ano passado. Ambas estão internadas desde o dia 17 de dezembro, recebendo acompanhamento médico necessário para o transplante e a recuperação subsequente.

O procedimento de captação da medula óssea de Dayane ocorreu na Quarta-feira de Cinzas, através de uma técnica que envolve a retirada da medula do osso da bacia, conhecida como crista ilíaca. Este método, realizado sob anestesia em ambiente cirúrgico, é considerado seguro. No dia seguinte, Sabrina recebeu a medula da mãe em um transplante que carregou grande carga emocional para a família.

O Hospital Rio Grande informou que a internação das duas deverá ultrapassar 100 dias. O procedimento realizado, chamado de transplante haploidêntico, é uma alternativa segura e eficaz, especialmente quando não há compatibilidade total, que geralmente ocorre entre irmãos.

Para se tornar um doador de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e se cadastrar em um hemocentro. No Brasil, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer, organiza esse processo. Uma pequena amostra de sangue é coletada para análise de compatibilidade genética, e os dados ficam disponíveis em um banco nacional e internacional.

A doação pode ser realizada por dois métodos: através da punção da medula óssea diretamente do osso da bacia, ou por aférese, onde células-tronco são coletadas da corrente sanguínea após estimulação medicamentosa. A chance de encontrar um doador totalmente compatível é de uma em cada 100 mil pessoas, destacando a importância de aumentar o número de doadores cadastrados.

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