Nicolás Maduro e Cilia Flores, ex-primeira-dama da Venezuela, se declararam inocentes das acusações de conspiração para cometer tortura em um tribunal de Manhattan, Nova York. Durante a audiência, Maduro afirmou que as alegações são falsas, enquanto Flores se declarou "completamente inocente".
As novas acusações surgem em um contexto em que o casal, que liderou o regime chavista desde a morte de Hugo Chávez em 2013, foi capturado em Caracas e transferido para uma prisão em Nova York sob acusações de narcoterrorismo. Os promotores apresentaram as alegações de tortura na audiência do dia 8, quando o juiz negou o pedido de liberdade provisória de Cilia devido à sua saúde.
As acusações incluem a liderança de um sistema de repressão que utilizou práticas como choques elétricos, asfixia, simulações de afogamento, estupro e privação de sono contra prisioneiros políticos, incluindo cidadãos americanos. A pressão judicial contra Maduro se intensifica, enquanto o apoio de seus aliados chavistas na Venezuela diminui.
Recentemente, o governo dos EUA suspendeu sanções contra Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Legislativa e irmão da líder interina Delcy Rodríguez. Fontes em Caracas indicam que um acordo pode estar sendo negociado com Diosdado Cabello, ministro do Interior.
Maduro e Flores enfrentam acusações de abusos de poder por mais de 25 anos, incluindo corrupção e graves violações de direitos humanos, com penas que podem chegar a 50 anos de prisão ou até prisão perpétua. As negociações para uma transição democrática em Caracas estão em andamento, com a reabilitação de figuras políticas exiladas.
Fonte: Noticiasaominuto