O presidente Lula propôs, durante um evento na Bahia, que senadores aliados considerem a criação de uma legislação para proibir o uso de inteligência artificial nas eleições. Essa sugestão surge após a divulgação de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro e um banqueiro, embora Lula não tenha mencionado o nome do adversário.
Lula enfatizou que a política deve ser pautada pela verdade, afirmando que "a verdade tarda, mas não falha". Ele expressou sua preocupação com a possibilidade de que a inteligência artificial seja utilizada para manipular a opinião pública durante as campanhas eleitorais.
Durante a entrega de apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, o presidente elogiou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de restringir o uso de IA em propaganda eleitoral, mas sugeriu que essa proibição se estenda a todo o processo eleitoral. Ele argumentou que os eleitores devem votar em candidatos reais, e não em representações geradas por inteligência artificial.
Lula questionou a validade de se votar em um candidato por meio de inteligência artificial, ressaltando que a política deve ser um espaço de verdade. Ele pediu aos senadores presentes que discutissem formas de legislar sobre o uso de IA, que, segundo ele, pode ser benéfica em outros contextos, mas não na política.
Em março, o TSE já havia estabelecido novas regras para o uso de inteligência artificial nas campanhas, incluindo a proibição de conteúdos gerados por IA nas 72 horas que antecedem e nas 24 horas que se seguem a cada turno de votação. Além disso, as propagandas devem indicar quando utilizam conteúdo sintético e quais tecnologias foram empregadas.
Com as eleições se aproximando, o uso de inteligência artificial nas redes sociais tem se intensificado, tornando-se uma ferramenta significativa na disputa política.