O presidente Lula cobrou de seus aliados a necessidade de acelerar a estruturação da pré-campanha presidencial durante uma reunião no Palácio da Alvorada. Essa solicitação ocorre em um momento em que Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, tem se destacado nas pesquisas de intenção de voto.
Lula expressou frustração com os resultados das pesquisas e com a dificuldade de traduzir as ações do governo em apoio popular. Ele manifestou preocupação com a falta de energia para responder à crescente ofensiva bolsonarista.
Após o encontro, a liderança do PT orientou os deputados a intensificarem o embate político com a oposição, especialmente em relação ao caso Banco Master, buscando associar o escândalo de fraude financeira ao bolsonarismo.
O presidente tem se reunido regularmente com sua equipe de pré-campanha para discutir estratégias políticas e eleitorais. Na reunião, estavam presentes figuras-chave da coordenação, como Edinho Silva, que será o coordenador geral, e Sérgio Gabrielli, responsável pela elaboração do programa de governo.
Os auxiliares de Lula acreditam que a oposição já avançou na organização de sua pré-campanha. Edinho Silva, no dia seguinte à reunião, comunicou aos deputados petistas a necessidade de se alinhar mais à comunicação do governo e de reforçar o discurso de Lula.
Durante um almoço com a bancada do PT na Câmara, Silva destacou que o PL já possui uma estrutura jurídica e de comunicação robusta. Ele também ressaltou a importância de participar de eventos de arrecadação, como um jantar programado para abril.
Lula lembrou que, ao contrário do PT, o PL não repassa recursos do fundo partidário para seus diretórios, o que proporciona uma maior reserva financeira para a campanha.
O presidente orientou que os deputados associem o caso Master à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, durante o governo Bolsonaro, e mencionou que o escândalo poderia prejudicar a imagem do atual governo.
Outra recomendação foi vincular o aumento dos combustíveis à guerra iniciada pelos EUA, lembrando que Donald Trump, apoiado pelos bolsonaristas, contrasta com a postura pacifista de Lula.
Os deputados também sugeriram que o governo tome medidas para estimular a economia popular e libere recursos para programas sociais, em resposta à falta de estruturação da pré-campanha.
Flávio Bolsonaro foi escolhido por seu pai, que está preso, para representar o bolsonarismo na eleição presidencial. Desde o anúncio, Flávio tem se aproximado de Lula nas pesquisas de intenção de voto.
A aceleração da pré-campanha de Lula é um movimento limitado, já que a campanha oficial só começa em agosto, quando os candidatos não podem pedir votos.