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Lula critica decisões do TSE e defende imparcialidade da Justiça Eleitoral

O presidente Lula criticou decisões do TSE que afetam sua campanha, afirmando que o presidente da Corte não deve ter viés político. Ele também se manifestou sobre a suspensão de um canal de WhatsApp.
Foto: Polêmica Paraíba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou descontentamento com decisões recentes da Justiça Eleitoral que impactam sua campanha. Durante uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, no Palácio da Alvorada, Lula afirmou que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, "não pode ter lado político".

A crítica de Lula se deu em resposta à suspensão do canal de WhatsApp "Exército do Lula

, determinada por Nunes Marques após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. O presidente questionou a legalidade da decisão, afirmando:

Para ele achar que ele tem que cortar [o canal de WhatsApp], tem que mostrar qual a ilegalidade que tem".

Lula enfatizou que o papel do presidente da Suprema Corte eleitoral deve ser o de garantir igualdade de tratamento nas decisões. Ele também acusou a Justiça Eleitoral de agir de forma excessiva contra sua campanha, destacando que as decisões têm sido contraditórias.

Acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha, isso é visível e já foi denunciado — declarou. O presidente ainda mencionou planos de expandir sua presença no WhatsApp, afirmando: "Eu não vou criar só o Exército do Lula, eu vou criar o Exército, a Marinha, a Aeronáutica do Lula no WhatsApp".

A suspensão do canal ocorreu apesar de uma decisão anterior do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia solicitado mais informações sobre o caso. Cueva posteriormente determinou o restabelecimento do canal e pediu que o assunto fosse levado ao plenário do TSE em uma sessão virtual imediata.

Nunes Marques está agendado para se reunir com representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para discutir a situação, em um momento crucial próximo ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

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