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Lula critica decisão do BC sobre redução da Selic

O presidente Lula expressou descontentamento com o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que ocorreu pela primeira vez em quase dois anos. Ele esperava uma redução maior, citando a guerra no Oriente Médio como just...
Foto: Lula questiona BC sobre corte da Selic

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua insatisfação em relação ao recente corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, realizado pelo Banco Central. Essa foi a primeira redução nos juros básicos da economia em quase dois anos, ocorrida em meio a tensões internacionais, especialmente a guerra no Oriente Médio.

Durante um evento em São Paulo, Lula afirmou:

Estou triste, porque eu esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25, dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central? Não é possível.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a Selic de 15% para 14,75% foi unânime. Embora o mercado financeiro esperasse essa redução, muitos analistas previam um corte maior, especialmente antes do agravamento do conflito no Oriente Médio.

Lula também comentou sobre os desafios econômicos enfrentados, afirmando:

Nós estamos fazendo um sacrifício que vocês não têm noção. O sacrifício que nós estamos fazendo para fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar o salário das pessoas, vocês não têm noção.

A Selic, que estava em 15% ao ano, atingiu seu maior nível desde julho de 2006. Após uma série de aumentos consecutivos, a taxa não foi alterada nas quatro reuniões seguintes. Na ata da reunião de janeiro, o Copom havia sinalizado o início de um ciclo de cortes, mas a recente comunicação trouxe cautela devido às incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio.

A Selic é um indicador crucial para as demais taxas da economia e é utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação. As previsões indicam que a taxa pode encerrar 2026 em 12,25% ao ano.

Em relação à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma aceleração de 0,7% em fevereiro, impulsionada por gastos com educação. Contudo, o acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

O último boletim Focus revelou que a estimativa de inflação para 2026 aumentou de 3,8% para 4,1%, refletindo os impactos do conflito no Oriente Médio. Essa taxa está próxima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, podendo chegar a 4,5% com o intervalo de tolerância.

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