O novo plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026 reflete uma mudança significativa em relação ao ciclo anterior. Enquanto a candidatura de 2022 enfatizava a necessidade de reconstrução do país, o documento atual se concentra na defesa das conquistas do governo, como a erradicação da fome e o controle da inflação.
A estrutura do material também foi alterada. O plano de 2022 continha 33 páginas e 121 diretrizes programáticas, organizadas em quatro blocos. Em contraste, a versão de 2026 possui 84 páginas e apresenta suas propostas em 13 eixos temáticos, evidenciando a ênfase no balanço da gestão.
No campo fiscal, a mudança de abordagem é notável. Em 2022, o plano do PT prometia revogar o teto de gastos e revisar o regime fiscal. Agora, o texto destaca resultados concretos, como a aprovação da Reforma Tributária e do Novo Arcabouço Fiscal.
A agenda econômica inclui programas associados ao governo, como o Novo Programa de Aceleração do Crescimento e o Plano de Transformação Ecológica. Na área social, iniciativas como o Pé-de-Meia e o Sistema Único de Saúde são mencionadas.
No capítulo tributário, a diretriz é resumida na ideia de 'ricos pagando mais e pobres pagando menos', reforçando a defesa da progressividade.
O plano também propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, abordando questões relacionadas aos trabalhadores de aplicativos. Além disso, menciona a soberania digital e a segurança pública, com programas voltados ao combate ao crime organizado.
O compromisso com a igualdade racial e os direitos das minorias é reafirmado. A candidatura de Lula, pelo PT, se insere em um contexto de disputa que envolve Jair Bolsonaro e o PL, abordando o papel do Estado em empresas como Petrobras e Correios, além de temas de soberania nacional.
Fonte: Polemicaparaiba