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Lavrov alerta sobre consequências da ofensiva EUA-Israel no Irã

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, advertiu que a ofensiva dos EUA e Israel contra o Irã trará consequências severas e duradouras para a estabilidade global, em meio à escalada de tensões no...
Foto: Metropoles

Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, expressou preocupações sobre a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, afirmando que as repercussões serão “terríveis” e afetarão a estabilidade global a longo prazo. Em uma entrevista à emissora estatal OTR, Lavrov rejeitou comparações com conflitos passados, enfatizando que a atual escalada é significativa e não deve ser subestimada.

Ele declarou:

Alguns dizem que a história se repete como farsa, mas está longe de ser uma farsa. O que nossos colegas americanos estão fazendo junto com os israelenses terá consequências terríveis, e seu impacto durará muito tempo.

A declaração surge em um contexto de intensificação dos ataques no Oriente Médio, que já elevam as tensões internacionais e afetam os mercados globais, especialmente no setor de energia, com reflexos até no Brasil.

Lavrov também criticou a abordagem diplomática dos Estados Unidos, contrastando-a com a tradição russa. Ele argumentou que a diplomacia da Rússia é fundamentada em um profundo conhecimento histórico, cultural e regional, elementos que considera essenciais para a resolução de conflitos complexos como o do Oriente Médio.

Intensificação dos ataques

No mesmo dia, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que os ataques contra o Irã serão “intensificados significativamente” nos próximos dias, com o objetivo de eliminar lideranças iranianas e enfraquecer suas capacidades estratégicas, contando com o apoio dos Estados Unidos. Apesar do tom agressivo, o presidente Trump indicou que os EUA podem reduzir as ofensivas, afirmando que estão “perto de atingir seus objetivos.”

O conflito, que já dura cerca de três semanas, resultou em mais de 2 mil mortes desde o início dos ataques em 28 de fevereiro. A guerra tem pressionado os mercados globais, levando a um aumento nos preços de energia devido às tensões no Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.

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