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Justiça determina retirada de vídeo de boicote à Kopenhagen

A Justiça de Mato Grosso ordenou que Vinícius Santana retire um vídeo que convoca boicote à Kopenhagen em Rondonópolis. A decisão prevê multa por descumprimento.

A Justiça de Mato Grosso determinou que o pré-candidato a deputado federal Vinícius Santana remova, em até 24 horas, um vídeo publicado em suas redes sociais que convoca um boicote a uma unidade da loja Kopenhagen, situada no Rondon Plaza Shopping, em Rondonópolis. A decisão, que tramita em sigilo, estabelece uma multa diária de R$ 2,5 mil em caso de descumprimento, com um teto de R$ 50 mil.

O conflito teve início após um desentendimento no trânsito entre um empresário, identificado como Carlos, sócio da franquia da Kopenhagen na cidade, e Raquel Mattei. No vídeo, publicado na quinta-feira (4), Santana afirma que Carlos teria perseguido Raquel devido a adesivos políticos em seu carro. Durante a gravação, ele critica o empresário, chamando-o de "comunista safado" e incitando um boicote à loja.

A empresa Kopenhagen entrou com uma ação judicial contra Vinícius Santana e Raquel Mattei, alegando que as publicações prejudicaram a imagem do negócio. O juiz responsável pelo caso considerou que Santana ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao direcionar ataques ao estabelecimento e incentivar um boicote. Ele ressaltou que críticas e manifestações políticas são permitidas, mas não devem ser utilizadas para promover hostilização contra empresas.

Embora tenha determinado a exclusão do vídeo, o magistrado negou o pedido da empresa para impedir futuras manifestações sobre o assunto. A Justiça também analisou uma convocação feita por Raquel Mattei para uma manifestação silenciosa contra a intolerância política, que foi considerada protegida pelos direitos de reunião e livre manifestação.

No sábado (6), Vinícius Santana publicou um novo vídeo, afirmando que tomou conhecimento da decisão por meio da imprensa e que ainda não havia sido oficialmente intimado. Ele declarou:

Se a Justiça determinar, eu vou cumprir. Mas isso, pessoal, não vai me calar, porque é uma briga assim do bem contra o mal, da direita contra a esquerda.

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