Quase dois anos e meio após o assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, popularmente conhecida como Mãe Bernadete, dois homens acusados de serem os mandantes do crime irão a júri popular nesta terça-feira, 24 de outubro, em Salvador, Bahia.
O assassinato de Mãe Bernadete, ocorrido em abril de 2024, chocou a comunidade e levantou questões sobre a segurança de líderes religiosos e ativistas sociais no Brasil. Ela era uma figura respeitada, conhecida por seu trabalho em defesa dos direitos da população quilombola e por sua atuação na religião de matriz africana.
As investigações que levaram à acusação dos réus foram conduzidas pela polícia local, que identificou os suspeitos após uma série de testemunhos e evidências coletadas. O caso ganhou atenção nacional, destacando a necessidade de proteção para defensores de direitos humanos e líderes comunitários.
O júri popular será um momento crucial para a justiça, com a expectativa de que as famílias e a comunidade que Mãe Bernadete representava possam encontrar algum semblante de resposta e justiça em relação à sua morte.