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Ex-assessor de Hugo Motta movimenta R$ 3,1 milhões em seis meses com salário de R$ 3 mil

Ex-assessor de Hugo Motta movimenta R$ 3,1 milhões em 6 meses com salário de R$ 3 mil. Entenda o caso.
Foto: Ex-assessor de Hugo Motta movimenta R$ 3,1 milhões com salário de R$ 3 mil e levanta suspeitas ...

Jerônimo Arlindo da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Peixe, ex-assessor do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), movimentou R$ 3,1 milhões em um período de seis meses, enquanto recebia um salário líquido de aproximadamente R$ 3,3 mil. Ele ocupou o cargo de secretário parlamentar entre outubro de 2020 e março de 2021.

As informações sobre as movimentações financeiras de Júnior do Peixe foram divulgadas pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles, e têm como base dados do Coaf, enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS. De acordo com o relatório, durante seu tempo na Câmara, Júnior recebeu R$ 1,59 milhão de terceiros e transferiu R$ 1,57 milhão para outras contas, totalizando a movimentação de R$ 3,1 milhões.

Esse montante é considerado incompatível com os rendimentos típicos do cargo, que é um dos mais baixos na estrutura da Casa. Além de seu trabalho como assessor, Júnior do Peixe também foi dirigente da Conafer, uma entidade mencionada nas investigações relacionadas ao escândalo conhecido como 'Farra do INSS'. A Conafer teria arrecadado quase R$ 800 milhões em cinco anos, em grande parte através de descontos aplicados a aposentados, com indícios de que recursos foram direcionados a empresas consideradas de fachada.

Em resposta às acusações, Júnior do Peixe declarou em nota publicada nas redes sociais que não mantinha vínculo com a Conafer enquanto atuava na Câmara e que deixou o cargo parlamentar para assumir uma função na entidade. Desde então, ele afirmou que sua única fonte de renda era o salário da Prefeitura de João Pessoa e, durante as eleições de 2024, informou possuir R$ 470 mil em bens.

Até o momento, não há acusações formais contra o ex-assessor, mas a revelação de suas movimentações financeiras intensifica o desgaste político e deve influenciar os debates e desdobramentos na comissão parlamentar de inquérito que investiga as fraudes no INSS.

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