A Justiça americana rejeitou a ação de Donald Trump contra o jornal The Wall Street Journal, na qual o ex-presidente pedia US$ 10 bilhões por difamação. A ação se baseava em uma reportagem que afirmava que Trump enviou uma carta sugestiva ao financista Jeffrey Epstein.
O juiz Darrin P. Gayles, do Tribunal Distrital dos EUA em Miami, determinou que Trump não conseguiu provar que a reportagem foi publicada com intenção maliciosa. Ele permitiu, no entanto, que Trump apresentasse uma versão revisada da ação até 27 de abril.
Gayles destacou que Trump não cumpriu o padrão de 'dolo específico' exigido em casos de difamação envolvendo figuras públicas, que requer a demonstração de que a declaração é falsa e foi feita com conhecimento de sua falsidade.
O juiz também observou que o Wall Street Journal contatou Trump para obter um comentário antes da publicação e incluiu sua negação na matéria, permitindo que os leitores formassem suas próprias conclusões.
Embora o juiz não tenha se pronunciado sobre a veracidade dos fatos, ele afirmou que questões como a autoria da carta ou a amizade de Trump com Epstein não podem ser determinadas neste estágio do processo.
Após a decisão, Trump declarou em sua rede social que a medida não representa um encerramento, mas uma oportunidade de reapresentar seu 'caso poderoso' até a data estipulada.
Um porta-voz da Dow Jones, controladora do Wall Street Journal, expressou satisfação com a decisão do juiz, reafirmando a confiabilidade e precisão das reportagens do veículo.
A reportagem em questão, publicada em setembro de 2025, afirmava que Trump enviou uma carta a Epstein em 2003, que fazia parte de um álbum comemorativo produzido por Ghislaine Maxwell. A carta continha uma mensagem dentro de um desenho de uma mulher nua, com a assinatura de Trump.
Trump negou ter escrito a carta ou feito o desenho, afirmando: 'Nunca pintei um quadro na minha vida. Não desenho mulheres. Não é a minha linguagem. Não são as minhas palavras.'