Ícaro Jatobá, que obteve a primeira colocação no Concurso Público Nacional Unificado (CNU) para o cargo de analista em ciência e tecnologia no Ministério da Saúde, foi impedido de tomar posse devido à rejeição de seu diploma pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). A situação foi divulgada por Jatobá em um vídeo em seu perfil no Instagram, onde relatou ter sido eliminado na etapa de análise documental.
O jornalista, graduado em comunicação social com habilitação em jornalismo, se inscreveu para um cargo que, segundo o edital, exigia formação em tecnologia da informação, comunicação visual ou áreas afins. Jatobá destacou que a expressão "áreas afins" gerou dúvidas entre os candidatos durante o período de inscrição e que ele havia solicitado esclarecimentos à banca organizadora, a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Após ser aprovado, ele foi informado de que sua graduação não atendia aos requisitos do cargo. O Inca argumentou que a comunicação social estaria estritamente vinculada à escrita, enquanto a comunicação visual se relacionaria a cursos de design e webdesign. Jatobá, por sua vez, defende que sua formação se enquadra nos critérios do edital e apresentou documentos que demonstram a afinidade entre as áreas.
Após a negativa, o jornalista recorreu administrativamente, contestando a decisão do Inca. Ele argumenta que a interpretação adotada não estava claramente prevista no edital e que outros documentos oficiais indicariam a interdisciplinaridade entre as áreas. Jatobá afirmou que pretende continuar lutando pela sua posse, ressaltando que obteve a maior nota na prova objetiva e na redação.
A reportagem buscou comentários do Ministério da Saúde, do Inca e da FGV sobre o caso, mas o espaço permanece aberto para manifestações.
Fonte: Metropoles