Um festival na Espanha gerou polêmica ao fazer explodir a imagem do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante um evento religioso em Málaga, no dia 5 de abril. Israel reagiu acusando o país europeu de promover ódio antissemita.
De acordo com o Daily Mail, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel expressou sua indignação ao embaixador da Espanha em Israel sobre o incidente.
Um boneco gigante de Netanyahu foi exibido no centro da cerimônia em El Burgo, sendo posteriormente destruído por explosivos, o que gerou aplausos entre os presentes.
Este evento não é inédito em sua abordagem, já tendo utilizado imagens de outras figuras políticas, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conforme explicou a prefeita local, María Dolores Narváez.
Após o evento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel utilizou a rede social X para afirmar que o ato é um "repugnante ódio antissemita demonstrado" e que é um "resultado direto" do "incitamento sistêmico" por parte do governo espanhol liderado por Pedro Sánchez.
Em resposta, uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Espanha afirmou que o país está
empenhado em combater o antissemitismo e qualquer forma de ódio ou discriminação
, rejeitando as alegações feitas por Israel.
Vale lembrar que a Espanha tem criticado as campanhas militares dos EUA e de Israel contra o Irã, mesmo diante das advertências dos Estados Unidos sobre a falta de cooperação de aliados da OTAN. Donald Trump chegou a criticar a posição de Pedro Sánchez, afirmando que os EUA não esquecerão os países que não o apoiaram nesse conflito.