O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo que o país não aceitará o plano proposto pelos Estados Unidos, que já havia sido aceito pelo Hamas.
Quero deixar claro: Israel rejeita o documento de 15 pontos — afirmou durante uma reunião do gabinete.
O Hamas aceitou o plano para seu desarmamento, mas a aprovação de Israel ainda era necessária. Apesar das pressões de países como o Catar, Netanyahu reafirmou que as Forças de Defesa de Israel não realizarão nenhuma retirada do território palestino até que o Hamas seja desarmado.
Netanyahu enfatizou que o desarmamento do Hamas deve incluir todas as armas, tanto pesadas quanto leves. Ele também mencionou que estão em diálogo com o governo dos Estados Unidos após a rejeição do acordo, que contava com a aceitação do Hamas e de outras milícias palestinas.
A existência de Israel e a segurança de todos os cidadãos de Israel não estão sujeitas a negociação — destacou Netanyahu, assegurando que as tropas israelenses continuarão a enfrentar as ameaças existentes.
O primeiro-ministro também reconheceu os esforços do presidente dos Estados Unidos, descrevendo-o como um "grande amigo" e ressaltando a importância da parceria histórica entre os dois países na luta contra as tentativas do Irã de obter armas nucleares.
Netanyahu reiterou que não haverá um Estado palestino enquanto ele estiver no cargo, afirmando:
Nem em Gaza nem na Judeia e Samaria (Cisjordânia). Nem 'Fataquistão' nem 'Hamastão'
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As declarações surgiram após a confirmação do diplomata búlgaro Nickolay Mladenov de que o governo israelense havia sinalizado a entrada da Força Internacional de Estabilização em Gaza, uma missão de paz organizada por Trump.
Na sexta-feira, a televisão pública israelense informou que os ministros do gabinete de Netanyahu se opuseram à implementação de um cessar-fogo de duas semanas, necessário para facilitar o desarmamento do Hamas.
O brigadeiro-general Ofir Mizrahi-Rozen alertou que, embora o Hamas tenha aceitado o plano, não renunciou ao seu objetivo de destruir Israel. O chefe do Shin Bet, David Zini, também advertiu que o acordo do Hamas poderia ser uma "armadilha estratégica".
Durante a reunião, ministros de extrema direita pressionaram Netanyahu a formalizar a rejeição ao plano de Trump, que condicionava o desarmamento do Hamas à retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza.
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, pediu a continuidade dos ataques seletivos em Gaza, ao que Netanyahu respondeu que "nos próximos 90 dias, nada será tático".
Fonte: Noticiasaominuto