A seleção iraniana não competirá na Copa do Mundo de 2026, conforme anunciado pelo ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali. A decisão foi motivada pela morte do aiatolá Ali Khamenei e pela escalada de conflitos envolvendo os Estados Unidos e Israel.
Donyamali declarou à televisão estatal que, diante da morte de Khamenei, o Irã não pode participar do torneio.
Considerando que esse regime corrupto (dos Estados Unidos) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo — afirmou.
Em contraste, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, havia mencionado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que a seleção iraniana seria bem-vinda no evento. Infantino destacou que a Copa do Mundo é uma oportunidade para unir as pessoas, agradecendo a Trump pelo apoio.
A participação do Irã já havia sido questionada anteriormente pelo presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj. Ele expressou preocupações após o asilo concedido pela Austrália a jogadoras da seleção feminina, citando a morte de meninas em um suposto bombardeio em Minab, atribuído ao Irã a Israel e aos EUA.
Taj questionou a possibilidade de enviar a seleção a um país onde ocorrem tais tensões, afirmando:
Se a Copa do Mundo acontecer nessas condições, quem em sã consciência enviaria sua seleção nacional a um lugar assim?