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Irã rejeita negociações com EUA e intensifica conflitos

O Irã descartou a possibilidade de trégua com os EUA, enquanto os conflitos com Israel se intensificam. Autoridades iranianas criticam a diplomacia americana e reafirmam foco na defesa nacional.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O regime iraniano reafirmou sua posição contrária a qualquer negociação com os Estados Unidos, em meio a uma escalada de conflitos com Israel. O porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari declarou que Washington estaria 'negociando consigo mesmo' e descartou a possibilidade de um acordo, afirmando que 'pessoas como nós nunca conseguirão se dar bem com pessoas como você [Trump]'.

A postura do Irã reflete a influência da linha dura no comando militar, especialmente da Guarda Revolucionária Islâmica. O porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baghaei, também criticou a diplomacia americana, mencionando uma 'experiência muito ruim' com os EUA e enfatizando que as Forças Armadas iranianas estão focadas na defesa nacional.

No campo militar, Israel intensificou seus ataques aéreos, atingindo infraestrutura em Teerã, incluindo instalações de mísseis. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica lançou ataques contra alvos em Tel Aviv e em bases militares em países vizinhos, como Kuwait e Jordânia. O Kuwait relatou que drones atingiram um tanque de combustível em seu aeroporto, enquanto a Arábia Saudita interceptou novas ofensivas.

Os ataques iranianos foram condenados por países árabes do Golfo durante uma sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que também deve votar uma moção para condenar as ações do Irã. Diplomatas afirmam que as ações iranianas podem ser consideradas crimes de guerra, com o embaixador do Kuwait destacando os riscos à segurança regional.

Apesar da negativa do Irã sobre negociações, surgiram relatos de que os EUA teriam enviado um plano com 15 pontos para encerrar a guerra, incluindo o desmantelamento do programa nuclear iraniano e o fim do apoio a grupos como o Hezbollah. A imprensa israelense também sugere que Washington busca um cessar-fogo de um mês para discutir os termos.

O conflito já provocou um aumento significativo nos preços de combustíveis, afetando cadeias globais, especialmente na Ásia. Em resposta à situação, os EUA planejam aumentar sua presença militar no Oriente Médio, com milhares de soldados adicionais sendo enviados à região.

Paralelamente, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ofereceu-se para mediar negociações entre Washington e Teerã, buscando abrir um canal diplomático durante o conflito.

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