O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país não aceitará um cessar-fogo com os Estados Unidos e Israel, afirmando que qualquer acordo só será viável com o fim total da guerra. Essa afirmação foi feita em um contexto de crescente tensão na região e de relatos sobre contatos entre Teerã e Washington.
Araghchi mencionou que mensagens estão sendo trocadas por diversos canais, incluindo países intermediários, mas enfatizou que isso não configura negociações formais. Ele afirmou:
Continuo recebendo mensagens diretamente de [Steve] Witkoff, como antes, e isso não significa que estejamos em negociações.
Além das declarações diplomáticas, os Estados Unidos aumentaram sua presença militar na região, com bombardeiros B-52 cruzando o espaço aéreo iraniano pela primeira vez desde o início do conflito. Essas aeronaves, que podem transportar armamentos de longo alcance, são consideradas essenciais na estratégia aérea dos EUA.
A movimentação militar ocorre em meio a alertas da Guarda Revolucionária iraniana, que se declarou pronta para retaliar ataques, considerando empresas norte-americanas no Oriente Médio como alvos legítimos. Por outro lado, China e Paquistão apresentaram uma proposta conjunta com cinco pontos para um cessar-fogo, que inclui a interrupção imediata das hostilidades e a garantia da segurança de civis.