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Irã realiza ataques aéreos contra bases dos EUA no Bahrein e Kuwait

Na madrugada desta quarta-feira, o Irã lançou mísseis contra o Bahrein e o Kuwait em resposta a bombardeios dos EUA. A escalada militar ocorre após ataques a navios no Estreito de Ormuz.

O Irã executou uma série de ataques aéreos contra o Bahrein e o Kuwait na madrugada desta quarta-feira (8), como retaliação aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos em seu território. Os ataques americanos ocorreram após o regime iraniano ser acusado de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz.

As bases militares dos EUA localizadas no Bahrein, que abriga a 5ª Frota da Marinha, e no Kuwait, onde está o quartel-general do Exército americano na região, foram os alvos da ofensiva. Em resposta, os governos do Bahrein e do Kuwait emitiram alertas de mísseis para a população.

O comando militar central do Irã confirmou os ataques e declarou que responderá de forma decisiva à "agressão e ato terrorista" dos Estados Unidos. Até o momento, a mídia estatal iraniana reportou explosões em Bandar Abbas, Qeshm e Sirik, mas não forneceu detalhes sobre possíveis vítimas ou danos.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que 85 instalações militares dos EUA foram atingidas nos dois países. Essa nova escalada militar levanta preocupações sobre a continuidade do acordo de cessar-fogo estabelecido após o início da guerra em fevereiro.

Os ataques coincidem com a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à Turquia para a cúpula da Otan. O comando militar americano, conhecido como Centcom, justificou os bombardeios como uma forma de impor "custos elevados" ao Irã por suas ações no Estreito de Ormuz.

A TV estatal iraniana relatou explosões em Sirik, uma cidade portuária no sul do Irã, mas não esclareceu a causa ou se houve feridos. O chanceler iraniano afirmou que os ataques violam o cessar-fogo e que haverá respostas "decisivas".

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que os três navios atacados no Estreito de Ormuz não resultaram em feridos. O governo do Catar identificou um dos petroleiros atingidos como o "Al Rekayyat" e responsabilizou o Irã.

Apesar da escalada de tensões, as negociações entre os EUA e o Irã continuam. Um funcionário do governo americano afirmou que as partes estão trabalhando "de boa-fé" para alcançar um acordo de paz duradouro.

A segurança de navegação no Estreito de Ormuz é um ponto crítico nas discussões entre os dois países. Após os ataques, os EUA impuseram novas sanções ao setor de petróleo iraniano, revogando uma licença que permitia a exportação de petróleo.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou essa decisão, alegando que viola o Memorando de Islamabad, que visava encerrar a guerra entre os dois países. Teerã também responsabilizou Washington pelas consequências e afirmou que tomará "todas as medidas necessárias" para proteger seus interesses.

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