O Irã reafirmou sua posição em relação ao conflito com os Estados Unidos e Israel, descartando a possibilidade de um cessar-fogo após a recente eleição de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. Em coletiva de imprensa, o porta-voz Esmail Baghaei declarou que o país se concentrará em "defesa e retaliação" enquanto os ataques continuarem.
Baghaei também fez acusações contra os EUA, afirmando que Washington busca controlar os recursos petrolíferos iranianos e tem como objetivo enfraquecer o país. Ele afirmou que "não há dúvidas" sobre a intenção dos EUA em relação ao petróleo do Irã.
Este é o primeiro pronunciamento oficial do governo iraniano desde a eleição de Mojtaba Khamenei, que é filho do ex-líder supremo Ali Khamenei, morto em bombardeios dos EUA e Israel em 28 de fevereiro, evento que desencadeou a atual guerra no Oriente Médio.
Além disso, Baghaei criticou a postura de alguns países europeus, como a França, por terem contribuído para a situação que levou à ofensiva militar contra o Irã. Ele destacou que esses países, ao apoiarem os EUA no Conselho de Segurança da ONU, encorajaram ações agressivas contra o Irã.
A guerra, que já dura dez dias, se espalhou por várias nações do Oriente Médio, com o Irã realizando ataques retaliatórios. Sob a liderança de Mojtaba Khamenei, Teerã intensificou os ataques aéreos contra países do Golfo Pérsico que abrigam bases militares dos EUA.