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Irã promete destruir instalações energéticas ligadas aos EUA

O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã anunciou que todas as infraestruturas energéticas associadas aos EUA serão destruídas em resposta a declarações do presidente americano.
Foto: Noticiasaominuto

O porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, vinculado à Guarda Revolucionária do Irã, declarou que todas as instalações petrolíferas e energéticas que tenham qualquer relação com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas. Essa afirmação foi feita em resposta a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que foram consideradas agressivas.

Na última sexta-feira, Trump anunciou que as forças norte-americanas realizaram ataques aéreos significativos na Ilha de Kharg, alertando que a infraestrutura petrolífera local poderia ser o próximo alvo. Ele afirmou que, embora tenha optado por não destruir as instalações petrolíferas da ilha, reconsideraria essa decisão se o Irã ou qualquer outro país interferisse na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

A Ilha de Kharg é crucial para as exportações de petróleo do Irã. Trump fez suas declarações enquanto se preparava para viajar para a Flórida no fim de semana.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que Teerã abandonaria qualquer contenção caso os Estados Unidos e Israel atacassem ilhas iranianas no Golfo. Em resposta à crescente tensão, as Forças Armadas dos EUA enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Oriente Médio, reforçando a presença militar na região após semanas de conflito.

O Irã tem intensificado ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, enquanto o Estreito de Ormuz, vital para o comércio de petróleo, permanece efetivamente fechado. Em uma entrevista à Fox News, Trump comentou que a guerra terminará 'quando eu sentir isso nos ossos', mas demonstrou cautela quanto à possibilidade de derrubada do governo islâmico iraniano.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, informou que mais de 15 mil alvos inimigos já foram atingidos, com uma média de mais de mil por dia desde o início do conflito.

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