A agência de notícias Fars, vinculada à Guarda Revolucionária do Irã, declarou que não existem conversas em andamento entre autoridades iranianas e americanas. Segundo a agência, o presidente dos EUA, Donald Trump, teria recuado após receber ameaças do Irã de atacar estações energéticas no Golfo.
Na manhã de hoje, Trump anunciou uma trégua de cinco dias em relação aos ataques à infraestrutura energética do Irã, afirmando ter tido 'conversas muito boas' com lideranças iranianas no fim de semana.


Em uma publicação na rede Truth Social, Trump mencionou que representantes dos dois países tiveram 'conversas muito boas e produtivas' e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana.
'Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio', declarou Trump.
A declaração de Trump veio após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar completamente o Estreito de Ormuz e atacar usinas de energia de Israel e bases americanas na região.
Essa ameaça foi uma resposta a Trump, que no sábado mencionou a possibilidade de 'obliterar' usinas de energia iranianas caso o país não reabrisse o estreito em 48 horas.
A Guarda Revolucionária também afirmou que, em caso de ataque a instalações iranianas, consideraria como 'alvos legítimos' as empresas no Oriente Médio com participação norte-americana.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que o país irá 'destruir de forma irreversível' infraestruturas críticas no Oriente Médio.
As Forças Armadas iranianas afirmaram que qualquer ataque indicado por Trump resultará em represálias contra as infraestruturas de energia dos EUA na região.
O embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional, Ali Mousavi, comentou que o estreito permanece fechado apenas para navios dos 'inimigos do Irã', enfatizando que o país deseja garantir a passagem segura das demais embarcações.