Em uma conversa telefônica realizada no último domingo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler da França, Jean-Noël Barrot, abordaram a intensificação do conflito no Oriente Médio, que envolve o Irã, os Estados Unidos e Israel.
Araghchi enfatizou a importância de evitar ações que possam aumentar ainda mais a tensão na região. De acordo com a agência Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária Islâmica, o ministro iraniano atribuiu a atual instabilidade no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial, aos Estados Unidos e Israel.
O chanceler iraniano também pediu que a comunidade internacional adote uma postura responsável em relação ao conflito, condenando os ataques que, segundo ele, têm sido direcionados ao Irã.
Além disso, o governo iraniano alertou que a entrada de novos países no conflito poderia resultar em uma escalada ainda maior da guerra na região. Essa declaração surge após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitar apoio internacional para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, onde cerca de 20% do petróleo mundial é transportado.
O bloqueio da passagem pelo Irã levou a um aumento significativo nos preços do petróleo, gerando preocupações sobre os possíveis impactos na economia global.
Em entrevista à NBC News, Trump expressou sua crença de que o Irã deseja negociar, mas indicou que os Estados Unidos continuarão sua ofensiva.
O Irã quer fechar um acordo, mas eu não quero fazê-lo agora, porque as condições ainda não são boas o suficiente — afirmou.
Por sua vez, Araghchi declarou que Teerã não vê motivos para retomar as negociações com Washington.
Não vemos razão para conversar com os americanos, pois já estávamos em diálogo quando decidiram nos atacar — disse ele em entrevista à CBS.
Dados da organização iraniana de direitos humanos HRANA indicam que mais de 3.040 iranianos, a maioria civis, foram mortos em decorrência dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desde 28 de fevereiro.