Autoridades iranianas informaram que estão elaborando um protocolo para assegurar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, em colaboração com Omã. O vice-ministro de Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, declarou que a implementação ocorrerá após o término da guerra.
A situação no estreito tem gerado crescente preocupação internacional. Nesta quinta-feira, 40 países solicitaram a reabertura imediata da passagem, com nações do Golfo Pérsico pedindo à ONU autorização para o uso da força, devido aos impactos nas suas exportações.
O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo crucial, responsável por cerca de 20% das exportações de petróleo do mundo. O Irã controla a passagem, que permanece efetivamente fechada desde o ataque dos EUA e Israel em 28 de janeiro.
O bloqueio tem gerado repercussões significativas nos preços globais de combustíveis e suprimentos de fertilizantes. O Irã afirmou que a reabertura não se aplicaria a navios dos EUA e Israel, mantendo a passagem fechada para esses países a longo prazo.
O Reino Unido acusou o Irã de manter a economia mundial como refém, enquanto mais de 40 nações se reuniram para discutir a reabertura do estreito, sem a participação dos EUA. A ausência americana se deu após declarações do presidente Donald Trump sobre a segurança da via marítima.
Os ataques iranianos a navios comerciais e a ameaça de novos incidentes praticamente paralisaram o tráfego no estreito. Desde o início do conflito, foram registrados 23 ataques a embarcações, resultando em 11 mortes de tripulantes.
O fluxo de navios caiu drasticamente, com poucos petroleiros ainda transitando, principalmente aqueles que tentam contornar sanções para transportar petróleo iraniano. O controle sobre a passagem é rigoroso por parte do Irã.
Trump, em discurso recente, indicou que países dependentes do petróleo da região devem assumir a responsabilidade, afirmando que os EUA não intervirão. Embora os EUA não importem petróleo via Ormuz, a redução da oferta impacta diretamente o mercado americano.