A Guarda Revolucionária do Irã declarou que realizou um ataque com mísseis contra uma instalação militar dos Estados Unidos localizada no Kuwait. A informação foi veiculada pelas agências iranianas Mehr e Fars, enquanto o governo do Kuwait ainda não se manifestou oficialmente sobre o incidente.
De acordo com as agências, dois mísseis teriam atingido a base de Arifjan, que é uma instalação militar significativa ao sul da Cidade do Kuwait. Este local abriga o quartel-general avançado da componente terrestre do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), responsável por operações militares na região do Oriente Médio.
Antes do suposto ataque, autoridades da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Kuwait relataram a detecção de mísseis lançados do território iraniano, com alguns direcionados a bases militares dos EUA na área.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou que sete mísseis balísticos foram disparados pelo Irã, com seis deles visando a Base Aérea Príncipe Sultan, onde estão tropas americanas próximas à capital Riad. Segundo o governo saudita, todos os mísseis foram interceptados e destruídos pelas defesas do país.
Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou novos ataques contra Israel e bases militares americanas no Iraque, assim como operações contra forças navais dos EUA na região. Em um comunicado, a força iraniana afirmou que seus mísseis atingiram 'o coração de Tel Aviv' e alvos em Erbil, no Curdistão iraquiano, além de instalações ligadas à Quinta Frota da Marinha dos EUA.
A agência Tasnim, associada à Guarda Revolucionária, descreveu essa ofensiva como 'a mais intensa e devastadora' desde o início do conflito, com ataques que duraram mais de três horas. As forças armadas iranianas alegaram ter atingido um centro de comunicações israelense em Tel Aviv, além de instalações militares em Jerusalém e Haifa, embora autoridades israelenses ainda não tenham confirmado esses ataques.
Em meio a essa escalada de tensões, um navio porta-contêineres foi atingido por um projétil não identificado nas proximidades do estreito de Ormuz. A tripulação está segura, mas o ataque intensifica as preocupações em uma das rotas marítimas mais cruciais para o transporte global de petróleo.