A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para apurar a suposta negligência médica que resultou na morte de uma mulher de 41 anos, ocorrida na última segunda-feira, após ela ter sido atendida duas vezes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Nova Granada, interior do estado.
Viviane Vieira de Oliveira começou a sentir dores na região torácica e cólicas abdominais na noite de sábado, dia 6. Ela foi levada à UPA, onde realizou um eletrocardiograma que não apresentou alterações. Após receber medicação, foi liberada.
Na manhã de segunda-feira, Viviane retornou à unidade com os mesmos sintomas. Um novo eletrocardiograma foi realizado, também sem irregularidades, e, segundo a prefeitura, ela optou por deixar a UPA, informando que tinha uma consulta agendada com um cardiologista particular.
Horas depois, seu estado de saúde se agravou e uma ambulância foi chamada, mas Viviane faleceu a caminho do hospital. A causa da morte ainda não foi divulgada.
A família de Viviane acusa a UPA de negligência, afirmando que ela deveria ter sido encaminhada para outra unidade de saúde. A irmã de Viviane, Aline Vieira, declarou que
tudo apontava que ela necessitava ser encaminhada para outra unidade
.
A prefeitura de Nova Granada negou falhas no atendimento, afirmando que a paciente foi liberada a pedido dela mesma e que o protocolo assistencial foi seguido. A gestão municipal lamentou a morte e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Nova Granada, que registrou um boletim de ocorrência a pedido da família. A investigação é conduzida como suspeita de homicídio culposo, caracterizado por negligência, e até o momento ninguém foi preso.