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Investigação sobre morte de estudante de medicina no Acre

A morte de um estudante de medicina de 23 anos, após atendimento por dores de cabeça, gera investigação policial e acusações de negligência contra hospital.
Foto: Jefferson Alves Pinto

A Polícia Civil do Acre iniciou uma investigação sobre a morte de um estudante de medicina de 23 anos, que faleceu após buscar atendimento por fortes dores de cabeça. A família do jovem, identificado como Jefferson Alves Pinto, natural de Rondônia, acusa o Hospital Regional do Alto Acre, em Brasiléia, de negligência no atendimento.

Jefferson, que residia em Brasiléia enquanto cursava medicina em uma instituição na Bolívia, começou a se sentir mal na manhã da última quarta-feira. Apesar do mal-estar, ele foi à faculdade, mas retornou para casa com dores intensas. Após tomar medicação, decidiu procurar atendimento médico à noite.

Após cerca de uma hora de espera no hospital, ele recebeu medicação e foi liberado. No entanto, horas depois, já durante a madrugada, Jefferson retornou ao hospital sozinho. Segundo seu namorado, o atendimento foi demorado e não houve esclarecimentos sobre os procedimentos realizados. O quadro de saúde do estudante se agravou enquanto aguardava atendimento.

Testemunhas relataram que Jefferson passou mal, teve convulsões e caiu no chão antes de receber o socorro adequado. Infelizmente, ele não resistiu. A família enfrenta dificuldades para obter informações sobre o caso, tendo solicitado acesso ao prontuário médico, mas o pedido foi negado.

Diante da situação, os familiares registraram uma ocorrência e solicitaram a realização de uma autópsia. O corpo de Jefferson foi encaminhado para Rio Branco, onde exames serão realizados para determinar a causa da morte, antes de ser levado para Rondônia para o velório.

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre informou que o jovem foi atendido em duas ocasiões, medicado e mantido em observação, com solicitação de exames. Segundo a nota, ele foi encontrado inconsciente no hospital e levado à sala de emergência, onde a morte foi constatada. A Sesacre também afirmou que abriu uma apuração interna e que a causa da morte será definida após investigação clínica.

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