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Investigação sobre malas em voo de Hugo Motta avança no STF

O ministro Alexandre de Moraes solicita manifestação da PGR sobre a entrada de malas em voo particular com o presidente da Câmara, Hugo Motta, investigado por contrabando.
Foto: Simoneduarte

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, requisitou que a Procuradoria Geral da República se manifeste a respeito de uma investigação da Polícia Federal. O foco é a entrada de cinco malas em um voo particular que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta.

A aeronave, de propriedade do empresário Fernando Oliveira de Lima, conhecido por seus sites de apostas, decolou da ilha de São Martinho, no Caribe, e aterrissou no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque, São Paulo, em abril de 2024. Além de Hugo Motta, estavam a bordo os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), assim como o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

De acordo com o Ministério Público, o auditor fiscal Marco Antônio Canella teria permitido que o tripulante José Jorge de Oliveira Júnior desembarcasse com as cinco malas, sem que elas passassem pelos equipamentos de raio-x. Essa situação gerou suspeitas de facilitação de contrabando e prevaricação, levando à investigação pela Polícia Federal.

Com o avanço das apurações e a identificação da presença de parlamentares no voo, o caso foi encaminhado ao STF, uma vez que o envolvimento de deputados e do senador implica a competência da Corte devido ao foro privilegiado. Na última quinta-feira, o caso foi distribuído por sorteio, e Moraes foi designado como relator.

A reportagem tentou contato com os parlamentares citados, mas ainda não obteve resposta. Também está em busca de informações sobre a defesa do empresário Fernando Oliveira de Lima.

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