O órgão de fiscalização interna do Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que está revisando o cumprimento da lei que exige a divulgação dos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein. O bilionário, que se suicidou em uma cela de prisão em agosto de 2019, enfrentava acusações federais de tráfico sexual.
A auditoria, conduzida pelo escritório do inspetor-geral, focará na coleta, análise e redação dos materiais antes de sua divulgação. Além disso, a revisão avaliará como o departamento lidou com preocupações de privacidade levantadas após a publicação dos arquivos, quando sobreviventes de Epstein relataram que suas informações pessoais foram expostas.
Esse esforço representa uma das primeiras ações significativas do órgão de fiscalização desde a segunda posse de Trump, em um contexto marcado por demissões em massa e alegações de politização nas investigações. O caso Epstein continua a ser um tema delicado para o Departamento de Justiça.
O FBI e o Departamento de Justiça inicialmente afirmaram que não divulgariam mais registros da investigação sobre Epstein, mas mudaram de posição após a aprovação de uma legislação pelo Congresso, sancionada por Trump. A divulgação gerou críticas de vítimas, que alegaram que as tarjas aplicadas deixaram suas identidades vulneráveis e que informações potencialmente prejudiciais a Trump foram omitidas.