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Investigação da PF revela ostentação de MC Ryan SP em esquema de lavagem

Para além do lago artificial construído em uma mansão de alto padrão, as investigações da Polícia Federal (PF) revelam que o cantor MC Ryan SP teria usado bens de luxo para lavar dinheiro adquirido na engrenagem ilíci.....
Foto: MC Ryan - Metrópoles

Para além do lago artificial construído em uma mansão de alto padrão, as investigações da Polícia Federal (PF) revelam que o cantor MC Ryan SP teria usado bens de luxo para lavar dinheiro adquirido na engrenagem ilícita que movimentou bilhões. As garagens de alto padrão, recheadas com automóveis avaliados em milhões, chamaram a atenção dos investigadores. A PF verificou que a coleção do funkeiro incluía modelos como Porsche, Land Rover e BMW. Leia também Mirelle Pinheiro Pai de Henry Borel volta a pedir por Justiça: “Não aceito retrocesso” Mirelle Pinheiro Pai de Henry Borel se manifesta após prisão de Monique Medeiros Mirelle Pinheiro Adolescente aciona o CV para raspar cabelo da namorada e é apreendido Mirelle Pinheiro Policial indígena conta trajetória para entrar na PMGO Para além dos veículos, a fortuna acumulada contava com diversas bolsas de grife e relógios Rolex. Os bens foram apreendidos durante a operação Narco Fluxo, que culminou na prisão do cantor. Segundo a PF, a transformação de liquidez financeira em bens de luxo é uma prática comum em esquemas de integração patrimonial, na qual recursos são convertidos em itens físicos para consolidar patrimônio e permitir que pessoas jurídicas possam usufruir dos valores movimentados. Nesta investigação, um pagamento de R$ 300 mil a uma joalheria de alto padrão foi apontado como exemplo da conversão de recursos financeiros em bens físicos, reforçando a estratégia de aquisição de itens de alto valor como forma de materialização de riqueza. 8 imagensFechar modal.1 de 8A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys DiasDivulgação/Polícia Federal2 de 8Na operação, a PF apreendeu carros e relógios de luxo, cartões, armas e outros itens de valorDivulgação/Polícia Federal3 de 8Um dos alvos da operação é o cantor de funk MC Ryan SP, que foi preso em Bertioga, litoral paulistaDivulgação/Polícia Federal4 de 8A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito FederalDivulgação/Polícia Federal5 de 8Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos Divulgação/Polícia Federal6 de 8Operação da Polícia Federal deflagrada na madrugada desta quinta (15/4) investiga grupo suspeito de lavagem de dinheiroDivulgação/Polícia Federal7 de 8Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens Divulgação/Polícia Federal8 de 8Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhãoDivulgação/Polícia Federal As apreensões A Polícia Federal divulgou o balanço consolidado dos bens apreendidos durante a operação. Entre os itens estão: 55 carros de luxo e motocicletas, avaliados em mais de R$ 20 milhões 120 armas e munições 56 itens de joias e relógios, incluindo modelos da marca Rolex 53 celulares 56 mídias eletrônicas, como computadores, tablets e notebooks R$ 300 mil em espécie US$ 7,3 mil em espécie (cerca de R$ 36 mil) Documentos e registros financeiros Entre os bens de maior destaque estão: • Uma Mercedes-Benz G63 rosa, avaliada em cerca de R$ 2 milhões • Uma réplica de um carro de Fórmula 1 da McLaren, encontrada na mansão da influenciadora Chrys Dias Na residência de MC Ryan SP, os agentes também apreenderam um colar de ouro com a imagem do narcotraficante Pablo Escobar, emoldurada pelo mapa do estado de São Paulo. O caminho do dinheiro Documentos analisados pela PF mostram que o esquema operava com uma estrutura sofisticada, baseada nas três etapas clássicas da lavagem de dinheiro, mas executadas em escala industrial, com uso de tecnologia, empresas de fachada e uma rede de operadores. Plataformas ilegais, como o chamado “Jogo do Tigrinho”, funcionavam como porta de entrada para o dinheiro. Milhares de pessoas realizavam depósitos, principalmente via Pix, em contas ligadas a empresas intermediadoras. Os valores eram, em sua maioria, fragmentados em pequenas quantias, uma técnica conhecida como “smurfing”, usada para evitar alertas do sistema financeiro. Segundo a PF, esse fluxo inicial só era possível devido a falhas, ou, em alguns casos, à chamada “cegueira deliberada”, de instituições que aceitavam cadastros inconsistentes e movimentações incompatíveis com a renda declarada. Com o dinheiro já dentro do sistema, começava a fase mais complexa, esconder sua origem A investigação aponta que o grupo utilizava uma rede de “contas de passagem”, empresas de fachada e pessoas interpostas, os “laranjas”, para embaralhar o rastro financeiro. Operadores recebiam grandes volumes e redistribuíam os valores em múltiplas transações, dificultando o rastreamento. Entre os mecanismos identificados estão negócios aparentemente legítimos usados para “esfriar” o dinheiro, como empresas do setor de sucata e até estabelecimentos comerciais que funcionariam como pontos de arrecadação ligados à facção. Até familiares eram inseridos na estrutura, assumindo participação em empresas para dar aparência de legalidade aos ativos. É na etapa final que o dinheiro reaparece, já com aparência limpa. A PF identificou que os valores eram misturados ao faturamento de atividades formais, especialmente na indústria do entretenimento, com shows. A partir daí, eram convertidos em bens de alto valor: carros de luxo, itens de grife, como bolsas Gucci, imóveis e obras milionárias Um dos exemplos citados é a construção do lago artificial avaliado em quase R$ 1 milhão, pago por meio de uma “via paralela corporativa”, segundo os investigadores. Outro ponto sensível envolve um acordo judicial firmado após um episódio de dano a patrimônio. A Polícia Federal sustenta que o valor, próximo de R$ 1 milhão, não saiu diretamente do artista envolvido, o MC Ryan, mas de empresas ligadas a apostas. Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Acesse a coluna do Metrópoles.

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