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Investigação da PF revela integrantes de grupo ligado a Daniel Vorcaro

A nova fase da Operação Compliance Zero investiga um grupo que atuava na proteção e ocultação patrimonial de Daniel Vorcaro, com prisões e mandados em andamento.
Foto: vorcaro preso

A Polícia Federal deu início a uma nova fase da Operação Compliance Zero, focando em um grupo que, segundo as investigações, funcionava como uma rede de proteção e intimidação em favor do Banco Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro. Conhecido informalmente como 'A Turma', esse grupo já havia sido mencionado em investigações anteriores e voltou a ser alvo após a prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, em Belo Horizonte.

A PF alega que Henrique Vorcaro é suspeito de estar envolvido em um esquema de ocultação patrimonial, com mais de R$ 2,2 bilhões identificados em uma conta associada a ele. A defesa do empresário nega qualquer irregularidade e afirma não ter conhecimento da conta mencionada. A sexta fase da operação, autorizada pelo ministro André Mendonça do STF, inclui sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

As investigações estão centradas em crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros. A PF destaca que o grupo movimentou bilhões de reais através de operações fraudulentas relacionadas ao Banco Master. Além das questões financeiras, um aspecto alarmante é a existência de uma estrutura de monitoramento e intimidação, descrita como uma 'milícia privada'.

O núcleo de 'A Turma' era liderado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como 'Sicário', que foi preso em uma fase anterior da operação e faleceu na prisão. Ele era responsável por atividades de vigilância e obtenção de informações sigilosas. As investigações revelaram que o grupo realizava consultas indevidas em sistemas restritos, utilizando credenciais de terceiros para acessar dados protegidos.

Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, é identificado como o operador financeiro do esquema, responsável por movimentações financeiras e contratos simulados. Outro integrante é Marilson Roseno da Silva, um policial federal aposentado que utilizava sua experiência para obter informações sensíveis. Conversas interceptadas revelam um ambiente de vigilância e ameaças, incluindo comentários de Daniel Vorcaro sobre jornalistas que publicavam matérias desfavoráveis ao banco.

A organização criminosa possui uma clara divisão de tarefas, com núcleos dedicados a operações financeiras, corrupção institucional, ocultação de patrimônio e intimidação, representada por 'A Turma'.

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