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Intervenção do TRE-BA após ônibus parados em Salvador durante eleições

O Procon da Bahia identificou 544 ônibus parados em garagens de Salvador durante o segundo turno das eleições, levando o TRE-BA a determinar a prisão do secretário de Mobilidade e a regularização imediata do transport...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A fiscalização do Procon da Bahia revelou que 544 ônibus estavam parados em cinco garagens de Salvador no último domingo, durante o segundo turno das eleições presidenciais. A ação foi motivada por denúncias de eleitores sobre a escassez de transporte público para os locais de votação.

O número de veículos parados foi inicialmente reportado como 252, mas aumentou para 370 e, finalmente, alcançou 544. Parte desses ônibus estava em condições de operar, mas permanecia nas garagens das empresas de transporte.

Em resposta à situação, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ordenou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e exigiu a imediata retomada da circulação dos ônibus.

Os ônibus foram encontrados em várias garagens, incluindo a OT Trans, onde 55 veículos estavam parados, e a Integra Plataforma Suburbana, que tinha 142 ônibus inativos. A fiscalização do Procon-BA continuará em outras garagens, e medidas administrativas serão tomadas.

O presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou que a prefeitura e as empresas de transporte restabelecessem 100% da frota, mantendo itinerários e gratuidade para os eleitores. A multa por descumprimento foi fixada em R$ 1 milhão por hora.

Durante a inspeção na garagem do BRT, a Justiça Eleitoral encontrou veículos parados, e um supervisor relatou que a redução da frota foi orientada pela Secretaria Municipal de Mobilidade.

Um motorista de Salvador denunciou que recebeu ordens para manter ônibus parados, especialmente aqueles com adesivos do número 13, associado ao PT. Ele afirmou que a determinação partiu da Prefeitura e afetou várias garagens.

O prefeito Bruno Reis explicou que 75 ônibus foram temporariamente retidos devido a adesivos de propaganda eleitoral. Ele afirmou que os coletivos voltaram a circular após a remoção dos materiais.

A Secretaria Municipal de Mobilidade confirmou a liberação de todos os ônibus, mesmo os que tinham adesivos considerados irregulares. O secretário Pablo Souza, que está em Paris, negou ter agido de má-fé e afirmou que não foi notificado sobre a ordem de prisão.

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