Na terça-feira, um navio de guerra dos Estados Unidos interceptou dois petroleiros que estavam saindo do Irã, de acordo com informações da agência Reuters. A ação ocorreu um dia após a implementação de um bloqueio determinado pelo presidente Donald Trump.
As embarcações, que partiram do porto de Chabahar, no Golfo de Omã, receberam uma ordem de retorno via rádio, conforme relatou uma fonte americana à Reuters. Não há informações claras sobre a possibilidade de outros avisos terem sido emitidos.
Segundo o Comando Central dos EUA, os dois petroleiros estão entre seis navios mercantes que obedeceram à ordem de retornar a um porto iraniano. A mesma fonte afirmou que, desde a implementação do bloqueio, nenhum navio conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz.
O bloqueio, que visa pressionar economicamente o Irã e garantir a segurança da rota que transporta cerca de 20% do petróleo mundial, envolve mais de 10 mil militares americanos, diversos navios de guerra e dezenas de aeronaves.
As Forças Armadas dos EUA afirmam que garantirão a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz para embarcações que não tenham o Irã como destino ou origem. Especialistas alertam que um bloqueio pode ser considerado um ato de guerra e requer um comprometimento prolongado.
Noam Raydan, especialista do Washington Institute for Near East Policy, indicou que uma retaliação iraniana é provável caso o bloqueio se prolongue. Ele mencionou ameaças do Irã de atacar países do Golfo que hospedam forças americanas.