O Líbano acusou Israel de violar o cessar-fogo poucas horas após sua implementação. Desde o anúncio da trégua, muitos libaneses começaram a retornar para suas casas, mas a insegurança persiste, levando alguns a hesitar em voltar.
Romilda, uma brasileira que vive no Líbano há mais de 20 anos, afirmou:
A gente não pretende voltar para casa antes desses 10 dias. E muitas brasileiras não vão voltar de fato, vão apenas para verificar a casa, talvez limpar e, depois, vão retornar aos refúgios, porque a insegurança nesse cessar-fogo é total.
Ela é uma das mais de 1,2 milhão de pessoas que deixaram suas casas no Líbano desde o início do conflito entre Israel e Hezbollah, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Romilda e sua família se refugiaram em um prédio próximo ao centro de Beirute após serem forçados a fugir.
Embora Romilda planeje retornar temporariamente para verificar sua casa, ela expressa receio em voltar de forma definitiva.
Ainda estou com medo de voltar definitivamente — disse.
O Exército libanês informou que Israel violou o cessar-fogo ao atacar vilarejos no sul do país e pediu que os moradores evitem retornar às áreas afetadas. O Exército de Israel também recomendou cautela, mantendo tropas na região e orientando a população a não se deslocar para o sul do rio Litani.
Desde março, Israel realiza operações no sul do Líbano contra o Hezbollah, o que é considerado uma invasão por autoridades libanesas. O cessar-fogo de 10 dias, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta incertezas, com o Hezbollah condicionando sua aceitação à interrupção dos ataques israelenses.
Trump afirmou que Israel está proibido de realizar novos ataques ao Líbano, destacando a fragilidade da situação na região.