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Insegurança alimentar atinge 19,5 milhões no Sudão devido à guerra

A guerra civil no Sudão, que já dura três anos, deixou 19,5 milhões de pessoas em insegurança alimentar aguda, representando cerca de 40% da população. A crise se agrava com o risco de fome severa para 135 mil sudaneses.
Foto: Imagem colorida mostra população no Sudão - Metrópoles

A guerra civil no Sudão, que se arrasta há três anos, resultou em uma grave crise alimentar, afetando 19,5 milhões de pessoas, o que corresponde a aproximadamente 40% da população do país. Essa informação foi divulgada em um relatório recente elaborado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O relatório destaca que, entre os sudaneses que enfrentam insegurança alimentar aguda, cerca de 135 mil estão em risco de fome severa nos próximos meses, com potencial de morte. Essas pessoas estão localizadas principalmente nas regiões de Darfur, Darfur do Sul e Kordofan do Sul.

Além da insegurança alimentar, as organizações internacionais alertam para uma crise nutricional severa no Sudão. Estima-se que, se o conflito persistir, 825 mil crianças menores de cinco anos poderão sofrer de desnutrição aguda grave até 2026.

Desde 2023, o Sudão vive uma guerra civil que tem sido amplamente ignorada pela comunidade internacional. O conflito envolve duas forças militares que antes eram aliadas: as Forças Armadas Sudanesas (SFA), reconhecidas como o Exército nacional, e as Forças de Apoio Rápido (RSF). Após um golpe militar em 2021, essas forças governaram juntas por um tempo, mas divergências internas levaram a um confronto direto.

Atualmente, as Forças Armadas do Sudão, sob o comando do general Abdel Fattah al-Burhan, controlam grande parte do território, enquanto as RSF, lideradas pelo general Mohamed Hamdan Dagalo, dominam áreas estratégicas, incluindo campos petrolíferos.

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