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Início da Operação Caatinga Resiste na Paraíba

A Operação Caatinga Resiste, promovida pelo Governo da Paraíba em parceria com órgãos ambientais, visa combater o desmatamento ilegal no bioma Caatinga. As atividades começaram em São José de Piranhas e Monte Horebe.
Foto: Reporterpb

A Operação Caatinga Resiste foi lançada pelo Governo da Paraíba, com a participação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e do Batalhão de Polícia Ambiental. A ação, que integra um esforço nacional, tem como objetivo principal a fiscalização e o combate ao desmatamento ilegal no bioma Caatinga.

As atividades na Paraíba tiveram início em 10 de outubro, abrangendo os municípios de São José de Piranhas e Monte Horebe. O projeto é parte de uma iniciativa mais ampla, que envolve os Ministérios Públicos de diversos estados, incluindo Sergipe, Bahia, Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará, e se estenderá até 13 de outubro.

Durante a operação, as equipes realizam vistorias e fiscalizações em 25 comunidades rurais do sertão paraibano, identificadas como áreas com desmatamento ilegal. Essas localidades foram selecionadas em uma reunião no início do mês, que contou com a presença de representantes da Semas, Sudema, Batalhão de Polícia Ambiental e Ibama.

A Semas e a Sudema, com o suporte do Batalhão de Policiamento Ambiental, estão focadas em áreas mapeadas como zonas críticas de desmatamento, onde realizam inspeções em propriedades rurais para identificar possíveis irregularidades na supressão de vegetação nativa.

Jancerlan Rocha, gerente executivo de Mudanças Climáticas da Semas, destacou a necessidade de atenção contínua na região do Alto Sertão, que enfrenta sérios impactos devido ao desmatamento. Ele afirmou que a área é um 'cinturão de pressão' sobre a Caatinga, exigindo monitoramento constante.

As estimativas iniciais indicam que cerca de 280 hectares estão sendo fiscalizados, o que equivale a aproximadamente 392 campos de futebol. Durante as inspeções, as equipes também buscam identificar expansões de áreas desmatadas nas propriedades analisadas.

Com base em dados do Serviço Florestal Brasileiro, estima-se que a quantidade de madeira nativa retirada possa alcançar cerca de 7.280 metros cúbicos, equivalente à carga de aproximadamente 291 caminhões.

A operação poderá resultar em multas, embargo de áreas e apreensão de bens utilizados em atividades irregulares. Os materiais apreendidos poderão ser destinados a instituições públicas ou entidades beneficentes, conforme a legislação ambiental.

As ações de fiscalização já demonstraram resultados positivos, com uma redução de 44% no número de alertas de desmatamento e de 41,7% na área desmatada em 2024, em comparação a 2023, segundo dados do sistema MapBiomas.

Os resultados da operação serão divulgados ao final das atividades, incluindo informações sobre áreas autuadas, procedimentos instaurados e valores de multas aplicadas.

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