Um suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi indiciado pela Polícia Federal em uma investigação que apura suspeitas de fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá. Até o momento, Alcolumbre não é investigado e não há indícios de sua participação nas irregularidades.
O indiciamento envolve Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador, e a LB Construções, empresa que lhe pertence. As fraudes investigadas somam ao menos R$ 60 milhões. Em julho do ano passado, a Polícia Federal realizou buscas em endereços relacionados a Breno durante a operação Route 156.
Breno Chaves Pinto foi indiciado por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. Ele afirmou que se manifestará após a análise do relatório final, embora tenha negado anteriormente qualquer irregularidade.
A assessoria de Alcolumbre declarou que o senador não tem relação com as atividades empresariais de seu suplente e que não interfere nas decisões do Dnit. A nota enfatizou que Alcolumbre é responsável apenas por seus próprios atos e defendeu a responsabilização rigorosa de qualquer desvio identificado na apuração.
Durante a operação, a PF apreendeu armamentos na residência de Breno, que possuía registro de caçador e atirador. A investigação aponta que ele utilizava sua proximidade com o senador para obter vantagens indevidas.
Relatórios de inteligência financeira indicam que uma empresa de Breno realizou saques em espécie de R$ 2,3 milhões, levantando suspeitas de ocultação de recursos e lavagem de ativos. A empresa assinou contratos para obras que totalizam R$ 354,5 milhões com verba federal sob o governo atual.
A LB Construções foi selecionada para um contrato de R$ 268 milhões do Dnit, em consórcio com outra empresa, e venceu três editais da Codevasf, totalizando R$ 86,5 milhões.