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Hugo Motta defende Dias Toffoli e critica CPI do Senado sobre caso Master

Hugo Motta defende Dias Toffoli e critica CPI do Senado sobre o caso Master em recente entrevista.
Foto: O presidente da Câmara, Hugo Motta — Foto: Sergio Lima/AFP.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, manifestou apoio à atuação do ministro Dias Toffoli durante seu período como relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal Metrópoles, realizada nesta quinta-feira, 26 de outubro de 2023, Motta destacou que as decisões de Toffoli foram tomadas com equilíbrio e atenderam aos pedidos do Ministério Público e da Polícia Federal.

Motta considerou que as críticas direcionadas ao ministro foram exageradas. Ele afirmou:

As decisões proferidas pelo antigo relator, ministro Dias Toffoli, atenderam todos os pedidos que o Ministério Público e a Polícia Federal fizeram. Penso que houve um exagero da parte da mídia sobre o papel que o ministro Toffoli cumpriu

.

Ao comentar sobre o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado relacionada ao caso Master, o presidente da Câmara criticou a mudança de foco da investigação. Segundo ele, a CPI deveria manter seu escopo original e não ser utilizada como um instrumento para fins eleitorais.

Acho errado mudar o escopo de CPI que estava apresentado com um intuito para querer fazer palanque eleitoral sobre outro assunto — declarou.

Atualmente, apenas uma CPI, a do Crime Organizado, está ativa no Senado Federal. Além dela, há uma CPI mista que investiga desvios no INSS, que conta com a participação de deputados e senadores. O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, defendeu que as decisões do colegiado estão relacionadas ao tema e que há itens no plano de trabalho que envolvem investigações sobre instituições financeiras.

Na quarta-feira, 25 de outubro, a CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos irmãos de Toffoli, além do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A comissão também decidiu pela quebra de sigilo de dados fiscais e bancários da empresa Maridt, que é dirigida pelos irmãos de Toffoli, e da Reag Investimentos, uma instituição financeira sob investigação pelo Banco Central.

Motta também foi questionado sobre as CPIs em tramitação na Câmara e no Senado que tratam do caso Master. Ele reiterou a importância dos órgãos de controle, como a Polícia Federal, o Ministério Público e o STF, na apuração de eventuais irregularidades relacionadas ao caso. Contudo, negou que houvesse exagero por parte da Polícia Federal nas investigações.

Não estou dizendo que houve exagero da Polícia Federal. O que estou reconhecendo é o papel que o ministro Toffoli cumpriu — concluiu.

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