O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou que as propostas sobre a Escala 6×1, atualmente em tramitação, não devem ser afetadas pela polarização política. A previsão é que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analise a admissibilidade do texto até o início de abril.
A CCJ irá avaliar a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton, e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes. Após essa análise, uma Comissão Especial será formada para discutir o mérito da proposta.
Motta pretende levar o tema ao plenário em maio, mês em que se celebra o Dia do Trabalhador. Ele destacou que a proposta visa rediscutir a jornada de trabalho no Brasil, buscando garantir mais tempo para lazer e cuidados pessoais, sem comprometer a produtividade.
Em entrevista, o deputado enfatizou que a discussão deve ser conduzida com equilíbrio, ouvindo tanto os trabalhadores quanto o setor produtivo.
O projeto está acima da disputa política que teremos este ano. Os trabalhadores, que não precisam dizer sua opção política, em sua grande maioria defendem essa diminuição na jornada — afirmou.
Durante sua participação na inauguração de um resort em João Pessoa, Motta também abordou a exploração de minerais estratégicos, conhecidos como terras raras. Ele ressaltou que o Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais e que a proposta busca modernizar a legislação para atrair investimentos e fortalecer a soberania nacional.
Além disso, o presidente da Câmara comentou sobre os "penduricalhos" no serviço público, afirmando que aguarda uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre pagamentos que ultrapassam o teto constitucional. Ele se comprometeu a não pautar propostas que legalizem esses pagamentos.