Um homem, suspeito de ter cometido um homicídio brutal em 1989, foi detido na quarta-feira pelas autoridades paraguaias. O crime, que ocorreu no Brasil, prescrevia em 2028.
O assassinato de Fernanda Estruziani, de 21 anos, chocou o país na época. Inicialmente, a imprensa reportou que a jovem havia sido morta com 55 facadas, mas posteriormente foi confirmado que o número real era de 72.
Na época do crime, Fernanda e Marcos Panissa, de 23 anos, moravam juntos em Londrina, Paraná. A motivação para o crime estaria ligada ao ciúme excessivo do autor.
Após diversos julgamentos, Panissa foi condenado a 20 anos de prisão, mas sua pena foi reduzida após apelações. Ele acabou respondendo ao processo em liberdade e, segundo as autoridades, mudou-se para o Paraguai.
Durante anos, ele viveu sob um nome falso, Carlos Viana, e administrava um pequeno comércio. No Paraguai, onde residia desde 1995, casou-se e teve filhos, levando uma vida comum que não chamava a atenção da polícia.
Por ter fugido do Brasil após a condenação, o nome de Marcos Panissa foi incluído na lista da Interpol, tornando-se um dos brasileiros mais procurados.
De acordo com informações da imprensa paraguaia, quando abordado, Panissa não tentou esconder sua verdadeira identidade, embora sua família desconhecesse seu passado.
A detenção de Marcos Panissa ocorreu em San Lorenzo, próximo à fronteira com a Argentina. Ele já foi entregue às autoridades brasileiras, onde cumprirá pena pelo assassinato de Fernanda Estruziani.